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Sindicato apresenta denúncias à Klabin e cobra solução
O não pagamento do salário substituição, assédio praticado por lideranças e até diferenças salariais entre funções são os principais pontos que o Sindicato está cobrando solução por parte da direção da Klabin. Esses assuntos já foram temas de encontros entre a diretoria do Sintipel e o RH da empresa em reuniões que aconteceram nos últimos dias 16 e 23 de julho.
SALÁRIO SUBSTITUIÇÃO -- O Sintipel reivindica da empresa a solução imediata de problemas relatados por trabalhadores das unidades Pira I e cobra providências, como o não pagamento do salário de substituição. A empresa reconheceu que houve uma falha no sistema, que afetou não apenas a unidade de Piracicaba, mas também outras unidades da Klabin. Segundo o RH, a situação foi identificada e os pagamentos continuarão sendo realizados de forma correta, regularizando os casos pendentes.
ASSÉDIOS -- Outro tema que gerou forte cobrança por parte do Sindicato foi o aumento das reclamações de assédios praticado por algumas lideranças. O SINTIPEL manifestou grande preocupação com esses relatos e exige que a empresa adote medidas efetivas para coibir esse tipo de conduta. A Klabin informou que realizará treinamentos com as lideranças, porém o Sindicato reforçou que apenas treinamentos não são suficientes: é fundamental que haja mudanças de comportamento e respeito aos trabalhadores, principalmente diante das exigências da NR-01, que reforça a necessidade de prevenção dos riscos psicossociais e da promoção de um ambiente de trabalho saudável.
PAGAMENTO PELA FUNÇÃO -- O Sindicato também cobrou que a Klabin fique atenta e pague pela real atividade desenvolvida pelo trabalhador, uma vez que há situações na Unidade Pira II em que um ajudante, por exemplo, desenvolve a função de operador e recebe como ajudante, provocando a sensação de injustiça. O Sindicato solicitou que a empresa analise esses casos e adote critérios transparentes para corrigir possíveis distorções.
CONTRA A IMPLANTAÇÃO DE BAFÔMETRO -- Nas reuniões, o Sindicato voltou a cobrar que a empresa não implante bafômetro/etilômetro, inclusive tema que foi tratado em carta direcionada à Klabin, no primeiro semestre deste ano. Foram tratados ainda questões relacionadas à manutenção, treinamentos, segurança, saúde mental, Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), estrutura de pessoal e demais demandas apresentadas pelos trabalhadores.
O SINTIPEL continuará acompanhando de perto todos os encaminhamentos definidos na reunião, cobrando da empresa soluções concretas e defendendo os direitos, a valorização e o respeito aos trabalhadores.
Trabalhador, fortaleça o seu Sindicato, se filiando. Só o sindicato defende os seus interesses.
Emerson Cavalheiro
Presidente
