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Justiça prossegue com o julgamento da Oji Papéis por assédio e perseguições
A Justiça do Trabalho em Piracicaba deu sequência ao julgamento da ação movida pelo nosso Sindicato contra a Oji Papéis, ouvindo testemunhas e informantes, em audiência no último dia 26 de agosto. A ação propõe condenar a empresa por práticas antissindicais, como assédio moral e perseguição a dirigente sindical. A ação foi impetrada pelo Sindicato em 2024 e tramita na Justiça do Trabalho, já tendo audiências virtual e, agora, presencial.
A decisão do Sintipel de denunciar a Oji Papéis na Justiça é em função de que, ao longo dos últimos anos, a empresa vinha adotado práticas que visam prejudicar o trabalho do Sintipel na defesa dos trabalhadores. Isso inclui perseguição, pressão, discriminação, assédio, e até a transferências de local de trabalho de diretores do Sindicato.
Na ação, o Sintipel acusa a Oji Papéis por ter adotado, na época, um sistema de gestão opressivo, promovendo competições internas com o único objetivo de aumentar a produção, sem considerar a integridade física dos trabalhadores.
Na ação, ainda, o Sindicato informa a Justiça que na tentativa de se defender, a empresa promoveu diversas ações para ludibriar os trabalhadores, como palestras, reuniões, questionários, entre outras ações, tentando passar a sensação de que tem “preocupação” com a saúde de cada um. No entanto, na prática, isso não ocorre. É tudo para inglês ver, como diz o ditado popular.
Inclusive teve um caso de um diretor do sindicato que sofreu sanções e regras de ouro injustamente por pura perseguição dos autores. O Sindicato entrou com uma ação individual na justiça e ganhou o processo. A empresa vai ser obrigada a ressarcir os prejuízos que causou. A Justiça reconheceu a perseguição ao dirigente sindical. O processo já foi julgado em duas instâncias e a Oji Papéis está perdendo, mas insiste em querer dizer que essas coisas não acontecem na empresa
Desde que o Sintipel impetrou com a ação, diversas mudanças aconteceram na gestão da empresa, inclusive na direção, com as trocas do diretor financeiro e do gerente de RH, entre outros. Tentamos manter diálogo com respeito aos dirigentes e a princípio há demonstração de que a situação está voltando ao normal
No entanto, o dirigente sindical continua não podendo cumprir o seu papel dentro da empresa, sendo reprimido como aconteceu recentemente em um caso sobre excesso de horas extras e fornecimento de lanches. O dirigente tomou a frente para defender o direito dos trabalhadores de ter pausas para lanche no caso de jornada de 12 horas.
A empresa precisa ter bom senso para entender que um dirigente sindical representa mais de 1.700 trabalhadores na base, não sendo um trabalhador comum, já que tem deveres com a base. Esperamos que o passado não nos assombre mais com essas atitudes, nós não somos obrigados a fazer reverência à cultura quando temos que cumprir nosso papel.
Caberá à Justiça julgar esse comportamento desumano da Oji Papéis.
Trabalhador, fortaleça o seu Sindicato, se filiando e participando das decisões que são do seu interesse. Só o sindicato defende os seus interesses. A Oji dá o emprego, mas desde que você devolva com muito lucro e siga suas regras, mesmo que isso custe a sua saúde.
Emerson Machado Cavalheiro
PRESIDENTE
